Hoje as organizações procuram as suas vantagens competitivas na inovação, na flexibilidade e na capacidade de resposta à mudança constante imposta pelo meio. A agressividade dos mercados conduz à necessidade crescente de satisfazer com Qualidade as solicitações dos utilizadores/clientes dos produtos e serviços.
Nesta perspectiva a acção do ergonomista consiste em colocar à disposição dos órgãos de gestão, informação precisa e operacional acerca da realidade de trabalho para que as decisões ao nível Organizacional, Técnico, Social e Humano permitam alcançar com eficiência e eficácia os objectivos definidos.
A Ergonomia centra a sua acção no estudo das interacções Homem-Sistema, com vista à sua optimização. Assim, o Ergonomista desenvolve e aplica conhecimentos sobre o Homem em acção, no sentido de adaptar as tarefas, os dispositivos técnicos, o envolvimento e a organização do trabalho às características e ao modo de funcionamento do operador humano.
O Ergonomista desenvolve uma prática ergonómica que envolve as fases de análise, projecto, implementação e validação. Para realizar a análise ergonómica, o Ergonomista efectua observações no terreno, recolhe informações, utiliza técnicas de registo e avaliação ergonómica, que lhe permitem realizar um diagnóstico. A partir daqui, com base nos conhecimentos e dados adquiridos e utilizando metodologia apropriada, é desenvolvido um projecto de concepção ou reconcepção que será implementado e validado.
O Ergonomista pode estar implicado na concepção ou reconcepção de Sistemas de Trabalho, tendo em vista a prevenção de problemas de saúde, segurança, fiabilidade e produtividade. Além disso, poderá participar na concepção de sistemas utilitários, assegurando a sua utilização fácil, segura e eficiente aos seus potenciais utilizadores.
Toda a prática ergonómica desenvolvida pelo Ergonomista é realizada interagindo com outros profissionais numa equipa plurisdisciplinar, no sentido da optimização do “comportamento organizacional”, do incremento da qualidade do produto e/ou serviço final, da melhoria da qualidade de vida no trabalho, e da aquisição e desenvolvimento de novas competências, por parte dos colaboradores da organização.